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ÍDOLOS: FLáVIO E Zé CARLOS PALPITAM SOBRE O BA-VI

Por Edmilson Ferreira

E mais dois ídolos da dupla Ba-Vi foram convocados para falar sobre a decisão do Campeonato Baiano de 2018, que acontece neste domingo, a partir das 16h, no Barradão. Zagueiro-artilheiro e hoje um dos auxiliares do técnico Vagner Mancini, Flávio Tanajura sabe a força do estádio rubro-negro e aposta nele para que o Leão conquiste o tricampeonato. Campeão brasileiro em 1988, o meia-atacante Zé Carlos enxerga na tradicional garra tricolor um motivo a mais para acreditar que o Esquadrão sai da casa do adversário com o troféu.
 
Flávio Pinto Tanajura nasceu em Jequié no dia 21 de março de 1975. Está com 43 anos. Chegou no Vitória em fevereiro de 1992. Veio do rival Bahia. Mas driblou a desconfiança da torcida com muita garra e títulos. Ele fez parte do grupo que conquistou o primeiro tricampeonato do Vitória (95,96 e 97). Entre 1992 e 2000, Flávio disputou 323 partidas com a camisa do Leão.



Flávio Tanajura trabalha hoje como auxiliar do técnico Vagner Mancini

A fama de zagueiro-artilheiro é explicada pelos 52 gols na carreira, sendo 20 deles com o manto rubro-negro. Tranquilo, ele dá a dica para que o Vitória se dê bem nesta final do Baianão. “Primeira coisa é não olhar para as dificuldades. Tem de ver o lado positivo. Só dependemos da gente. Independente das adversidades é preciso mostrar a força do Vitória, pois teremos a torcida em peso no Barradão”, opina.
 
José Carlos Conceição dos Anjos está com 53 anos. Nasceu em Salvador no dia 20 de março de 1965. Começou na base do Bahia, em 1982. Profissionalizou-se em 1986, quando foi campeão baiano e repetiu a dose nos dois anos seguintes (87 e 88), sendo tricampeão estadual. Mas sua principal conquista pelo tricolor foi o título brasileiro de 1988.

 

Zé Carlos está no coração da galera tricolor pelo título brasileiro de 88


“Nós não tínhamos dificuldade para vencer os Ba-Vis, sem querer desmerecer o Vitória. A gente podia até levar gol primeiro, mas virava o jogo. O Zanata (lateral-direito) fazia gozação a semana inteira e isso desestabilizava emocionalmente o time deles. Os caras ficavam muito nervosos. Ocorreu isso neste primeiro Ba-Vi de agora e o Bahia poderia ter feito mais gols, praticamente carimbando o título”, recordou.
 
DECISIVOS -  Em uma final sempre aparece aquele jogador que pode desequilibrar. Para Flávio, o meia-atacante Neilton é esse cara no atual time do Vitória. “Acho que o Neilton é esse jogador, pois tem muita qualidade e atravessa um grande momento na carreira. Mas a gente pode ter uma surpresa, pois o Luan mostrou que está com gana e é um atacante diferenciado. Nickson não foi bem no primeiro jogo, mas tem potencial para se recuperar nesta segunda final”.
 
Zé Carlos aponta dois tricolores que estão com um astral bom para ajudar o clube a levantar o caneco. “Para mim, o melhor jogador do Bahia é Vinícius. Ele vai ser decisivo. Mas quero ressaltar que o garoto Marco Antônio vive uma ótima fase e foi o melhor no último Ba-Vi. Queremos que o DNA do Bahia volte. Ele deu sangue, lutou e mostrou categoria para merecer a camisa de titular”, falou.

 

Com a camisa do Bahia, Zé Carlos viveu os melhores momentos da carreira

Apesar das críticas dos especialistas e torcedores ao sistema defensivo do Vitória, Flávio torce também para que um jogador de defesa possa marcar um gol nesta finalíssima. “Sentimos muito a falta do Kanu, que estava bem, marcando gols. Porém conseguimos refazer o setor com Ramon e Walison Maia. Se um deles ou mesmo um dos laterais fizer um gol vou ficar muito feliz”.
 
Assim com o companheiro de título brasileiro, Bobô, Zé Carlos lembra com muita satisfação de um Ba-Vi que o Esquadrão goleou por 5 a 0. “Bobô fez dois gols, Cláudio Adão outros dois e Leandro completou a festa. Os caras [adversários] chegaram a pedir para a gente aliviar. Foi em 1986, quando tínhamos um time muito bom, com Paulo Martins, eu, Bobô, Leandro, Cláudio Adão e outros”.

 

Zagueiro-artilheiro, Flávio foi tricampeão baiano pelo time do Vitória

Identificado com o clube, Flávio foi o responsável pelo apelido que batizou um dos melhores jogadores da história do Vitória. “É verdade, eu fui o primeiro a chamar Petkovic de Pet e pegou. Cheguei no clube com 17 anos e muito cabelo. Hoje, aos 43, estou careca, mas muito feliz de fazer parte desta grande agremiação do futebol brasileiro. O clássico que me marcou foi disputado em 1995 (14 de maio), aqui no nosso santuário, o Barradão. Fizemos 1x0 num gol de falta de Ramon. Em um lance na área comigo, Sérgio China se jogou e o árbitro Rosalvo Mota deu pênalti. Lima empatou para eles. No segundo tempo, começou a chover e pedi a Deus que aquela chuva nos abençoasse. Aos 13 minutos, Adoilson cobrou falta na área, eu dei a cabeçada, a bola resvalou num jogador do Bahia e entrou. Depois, Ramon fez mais um e Adoilson completou a goleada por 4 a 1. Ninguém quer perder. Tem de retribuir o apoio da nossa torcida. Tudo no Vitória é com emoção, que está até no hino”.
 
Agora, torcedor, é esperar a hora de o árbitro paulista Raphael Claus trilar o apito para mais um grande clássico entre Vitória e Bahia. Mais uma vez: que vença o melhor!

Fotos: Reprodução e Maurícia da Matta / ECVitória

Times

Tabela de classificação

Classificação Pos Pts
Bahia 1 6
Vitória 2 0

VEJA A TABELA COMPLETA
E RELAÇÃO DE TIMES DO CAMPEONATO

Artilheiros

Neilton
Neilton

7 GOLS

Esporte Clube Vitória

Salatiel
Salatiel

6 GOLS

Sociedade Desportiva Juazeirense

Vinicius
Vinicius

5 GOLS

Esporte Clube Bahia

Deon
Deon

5 GOLS

Bahia de Feira

André Lima
André Lima

4 GOLS

Esporte Clube Vitória

Brasão
Brasão

4 GOLS

Esporte Clube Jacuipense

Hernane
Hernane

3 GOLS

Esporte Clube Bahia

Zé Rafael
Zé Rafael

3 GOLS

Esporte Clube Bahia